Monday, March 13, 2006

o cara vinha de voado, puto, dirigindo. teve que desacelerar por causa do sinal, deixando-o mais irritado.
chega uma mulher só a vareta, com um menino no colo, pedindo dinheiro:
-tem não tia.
-ráái lá, man.
pensou mais puto ainda.
-ta aí. toma!
-obrigado, moço, tudo de bom! que deus lhe de a Cicarelli!

Wednesday, March 08, 2006

Depois do Carnaval

- Ei mulher, diz aí... uma amiga minha morreu no carnaval cheirando lança!

- Foi mesmo?! Caramba!

- Morte é uma coisa muito louca, né?

- Cheirando lança então...

Monday, March 06, 2006

trivia

Com uma dor-de-cabeça filha da puta ela ia no sentido contrário. Os carros zunindo rápido, como zangões afogueados. No meio da rua um carinha aparece pra lhe entregar uma dessas propagandas panfletadas, um saco. Ela fez aquela cara de cu e não recebeu (“Porcaria, só pra entulhar a minha bolsa ou ficar aí, no meio da rua, esta porra inútil").
Na parada de ônibus esperando um amigo passar, até o som da própria respiração incomodava. Meio-dia, sol quente, pessoas aglomeradas, ela para um pouco distante. Quando do nada aparece um tio e diz: "assalto amiga, passa tudo!" Assim, espanando. E ela dá um cotoco. Assim, na cara-de-pau. O doido faz cara de quem se indiguina com tal atrevimento vira as costas e sai meio cabreiro. Ela fez cara de quem, provavelmente, tinha intenções assassinas.
Um cigarro pra acalmar os ânimos, seu amigo chega:
“E aí, demorei?”
“Não”
“Tudo tranqüilo?”
“Sim, tá... mas hj não é meu dia”
“Que foi?”
(suspiro paciente...)
“Nada, nada... dor-de-cabeça, bora logo, to com fome”
Bate a porta.
“Eita, quer quebrar?”
“Foi mal, foi mal”
(...)
E vão conversando trivialidades até lá.

Tuesday, February 21, 2006

conversa dos caras

-pois é, o Paulo saiu ontem pra curtir tb ó!
-foi não, foi?
-foi man, e e o bicho pegou uma menina lá, tava bebo..
- e a gata era bonita? gostosinha e tal?
(fazendo quase uma careta)
-ééé..hn.. ela era legal. gente fina a menina.

pra não dizer que ela era uma curubau.

manezinho da ilha.

o cara tá em floripa de férias com mais 5 amigos.
no último dia na cidade, ele deixa de entrar
numa balada pq só tem o dinheiro pra voltar pra Curitiba.
acende um no estacionamento e logo chega o guarda carro
para filar um pega!
_fala ae manezinho
_e ai cumpadi blza?fala o cearense
_posso dar um peguinha ai?
_mas é claro.
_tu é de onde?diz ele tendo percebido o sotaque.
_Fortaleza, ó.
E com um ar de admiração e surpresa fala o manezinho da ilha.
_vc nem sabe ô irmão...um amigão meu foi embora aqui da cidade
faz uns 10 anos pra morar lá...o Marcim...tu num sabe quem é não?
um baixim assim ó...do cabelo raspado, meio moreno...nunca viu por lá não?
O nativo da terra do sol não aguenta e ri.
_tu é doido é cumpadi, num é assim não hahaha...não não nunca vi ele não haha.
Acaba o joni e sai pensando chapado, voltando pro hotel!
_(ô putaria...o cara pensa q minha cidade é oq mha?haha...ora um baixim assim, meio
moreno. hahahahah. era só oq faltava).

Monday, February 20, 2006

-Oi, tudo bem gato?
-Tudo.
-Por onde esteve ?
-Por ai.
-Faz tanto tempo que nao te vejo…
-Eh neh.
-Veio sozinho pra ca ?
-Vim.
-E ai gato, nao quer entrar ? parece que ta doido demais la dentro…
-Eh mermo… to bem aqui( toma um gole da cerveja).
Estou eu. Ali. Parado no meio da rua, no meio de armazens abandonados, no co-definido, inferninho da cidade. Meu dia nao foi dos melhores. Eu geralmente gosto das sexta-feiras e odeio que esse dia seja estragado.
La estava ela. Parada diante de mim, fazendo perguntas, procurando conversa. Eu nao estava pra conversa. Foi bom enquanto foi, hoje nao, estou cansado e de mal humor. Geralmente nao me dou o luxo de dispensar pessoas. Mais nao tenho regras.
-Que porra foi essa que tu tumo ? ta todo ai na tua, aconteceu alguma coisa ?
-Nada que eu queira voltar a lembrar agora… to tranquilo.
-Nossa ! vo entrar. Tu nao ta bem, odeio esses teus dias, essa tua tpm.
-Eh entre la, va pra la, eu to pensando, me deixe aqui mermo.
La vai ela. Eu nao tinha tomado nada. So fumei uns beck e tomei algumas cervejas, eu estava apenas anestesiado. A raiva se mantinha apenas no isolamento. Nao controlava meu corpo, apenas meus pensamentos.
(desperta rapidamente de seus pensamentos momentaneos e se da conta de que o restinho da cerveja esta quente, anda em direcao da barraca ambulante para mais outra, calado e contido dentro de si, observa o ambiente enqunato segue o seu pequeno trajeto)
-Ola, boa noite. Me ve ai a mais gelada por favor.
-Na hora patrao !
-Toma ai.. brigado hein, falo.
-Que nada amigo, falo !
(Se dirige ao canto da rua, se encosta na parede e toma a cerveja e acende um cigarro, enquanto isso, continua nos seus pensamentos, pouco se importando com o mundo a sua volta)
Essas situacoes me deixam puto, odeio ser chamado de patrao. Eu nao sou patrao de ninguem e nem quero ser. Porra, essas coisas que parecem ser algo inocente na verdade nao sao. Patrao, nao eh simplismente uma giria. Eh uma palavra que eh resultado da sociedade desigual que temos, onde pessoas se acostumaram tanto a se sentirem empregadas, dependentes ou chegando a um extremo psiclogico, poderiamos ate dizer que sentem um complexo de inferioridade, que carregam isso nesses pequenos atos. Que merda.(vai tomando a cerveja e fumando o cigarro continuamente, ainda enconstado no canto escuro da rua)
A rua esta lotada hoje. O som… como sempre alisa, mais eu tampo meus ouvidos com meus pensamentos. Me divirto sozinho mesmo assim, estou acostumado.
Observar essas pessoas felizes na minha frente me incomoda, por sera que esse disturbio
me traz esse mal estar ? acho que pelo fato de me odiar como um ser humano no momento. Neste plano de agora, odeio a todos, nao me preucupo com eles, apenas os odeios e nao os quero perto de mim agora, nao enqunato eu estou neste mundo. Este mundo que me encontro so me traz esses desgostos, essas visoes. Cai a mascara de todos, inclusive a minha, e sinto raiva. Isso pode ate parecer arrogancia mais nao eh, sao apenas os sentimentos de um dia horrivel, mais nao menos importante. Olho em volta, penso a possibilidade de voltar com alguma mulher pra casa, mais nenhuma ali presente me interessa hoje. Eh, a noite acabou mais cedo pra mim, o jeito vai ser fumar mais outro, toma mais um e ir pra casa, ja sao 4 da manha e minhas viagens nao dao tregua, a realidade me ganha facil, so um pouquinho dela, e ja pareco um velho rabujento, ainda me falta muito conhecimento e paciencia para que a briga seja justa. Isso me doi, as vezes me doi tanto que gostaria de nao pensar mais, ser apenas mais um abestalhado por ai.
(pausa de 1 segundo) Que nada, odeio demais esse mundo pra querer pertencer a ele. Olha ai a arrogancia….. mais nao eh.
com uns quarenta anos ela conta pra amiga de 18 do marido de 55..
'ele quer todo dia, eu não aguento. já passei dessa fase. e sabe o que ele diz?
"não quero uma irmã na pra dormir do meu lado" o que é isso ein? muita pressão.

foca a amiga.. 'tomando viagra e em processo de auto-afirmação' ele sobe!

Duas cabeças, Dois carnavais

Em meados do mês de fevereiro, o assunto em uma mesa de bar era carnaval, a menina que cantarolava uma musica da moda pergunta:

- Para onde vocês vão no carnaval?

Cada um fala sobre os seus planos: Guaramiranga, Olinda, dentre outros...

Uma das outras garotas complementa:

- Já fui várias vezes para Olinda, mas agora já perdeu a graça porque tem muita gente conhecida...

A menina da musica da moda replica:

- Ai, pois eu adoro justamente por causa disso! Encontro todos os meus amigos na ladeira 0-85! O único problema de Olinda é que não tem música...

- Não tem musica? Valha, pois eu sempre escuto musica quando eu tô lá!

O assunto se encerrou e a menina continuou a cantarolar: “Se ela dança eu danço... Se ela dança eu danço...”

Sunday, February 19, 2006

dirigindo

o cara vai aperreado no trânsito com a família inteira no carro, e um monte de bagagem. entopido. ele se distrai e não acerta o tempo dos pedais com a lombada de alfasto que tem nos cruzamentos. o carro sacode pra caralho, bagunçando tudo pra todo lado.
o filho se esgoela :

-tá carregando é gente, viu menino?!?!

Thursday, February 16, 2006

amigas no telefone

só um lado da conversa:
- pois é mulher acabei dando pro meninozinho.

- hun run.

- aquele bonitinho novinho.

- só que ele não gozou! teve uma aflição!

no recreio

dois meninos véi seco conversam:
- machu! a internet lá de casa tu tem que ver! passo o dia baixando uns vídeo lá..
- é mermo, má?
- é! chega eu to fraco má. bato umas tres por dia!
- óia... nem goza ainda...

em fase de puberdade ambos.
OS jovens entram em casa, a noite foi intenca, quebrando tudo, se beijao intencamente, com a loucura da noite ainda na cabeca, nao se importam com barulho ou com reclamacoes, sabem muito bem o que vai acontecer ali, nao a para onde correr.
Ela eh muito gostosa, realmente tem um corpo exuberante, marquinha de biquini, uma curva perfeitamente arredondada nos quadris, ele, um junkie, obseravando-a se despir, rindo por dentro de tanta felicidade de estar com uma cavala daquelas.
- Porra q tesao, essa morena tem um rabo !!!!! e pensar q ela esta aqui so de calcinha na minha frente doida pra dar !!!!
A putaria comeca, tudo muito quente os corpos suados, ele nao quer camisinha. Ela eh muito gostosa. Essa vai ter que ser sem.
- Caralho vei, porra de camisinha, essa tem q ser sem mesmo, essa eh pra engravidar de tao gostosa, eh pra ter filho, O LOCO MEU !!! vai no couro, vamo ver o q ela vai dizer.....
Ela doida pra dar no momento nota que nao existe a presenca da camisinha, pensa um pouco e diz.... - Ai gatinho poe a camisinha.. vai.... - ela sabe q mesmo sem o maldito protetor sexual, ela daria do mesmo jeito, mais isso eh quase uma prova pro cara. Ele aceita o pedido da gata, afinal nao se pode mostrar que vc eh um louco que transa por ai sem camisinha sempre, e comecam.....
Depois de uns instantes, ele ainda com o pensamento de tirar a camisinha, nao aguenta, no meio da trepada, ele a tira. Ela percebe, mais nao se importava antes e muito menos agora. Ela estava gostando muito.

é não é?

Duas lesbicas em uma mesa de boteco comentam sobre a lorona postada em pé no balcão:
-ó ai! essa eu teria coragem de comer na hora!
Um rapaz, que passou e escutou a conversa do casal, solta:
- E eu que sou mais novo!
a fofinha entra com sede no restaurante e senta toda desajeitada.

- uma coca-cola!
- light, senhora?

fecha na expressão da mulher, ela pensa:
(tá me chamando de gorda seu veado de merdas? garsonzinho liseira.)

- sim, por favor.
timidamente, como se a situação fosse maior que ela.